
E as asas
Escarlates
Alçaram vôo.
Um vôo seco,
Tentaram em vão
Atingir a imaginação...
Uma nuvem distorcida
Desenhada no infinito
Mostrava uma imagem...
Fuligem,
Vertigem...
O rio passava em curvas
Sinuosas, tortas
Cortando a terra,
Sulcando os veios
Sangrando em torrentes,
Vertentes,
Indigentes...
A prisão exalava um cheiro
Ocre e doce,
E triste...
E as mascaras escondiam
Os rostos, marcados pela dor
Da perda do amor...